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sexta-feira

Análise



Folheio poesias antigas, que mais parecem palavras vazias, agora.
São apenas fragmentos de sentimento sem nexo.
O amor que era pra sempre, acabou e a capacidade de perdoar já é quase inexistente.
Tenho medo de acabar sem ânimo...
Meu antigo jeans preferido se esconde no armário e meu vestido já se tornou curto demais.
Faz tempo que não ouço, mas não sinto falta _ minha música preferida não combina mais comigo.
Nada mais desperta o meu interesse, me cansei dos lugares que freqüentava e das coisas que fazia.
Eu odeio a monotonia _ isso nunca mudou.
As coisas que faço, que gosto. Elas determinam quem eu sou?
Então, quem sou eu, agora?
Quase não me reconheço frente ao espelho.
Isso é crescer? Abandonar velhas práticas? E quando é que ganho novos hábitos?
Ainda tenho medo do medo. Sou competitiva e compulsiva.
É nisso que me resumo? Isso é tudo que eu sou?
Tudo que vou ser?
No fim,
                Acho que análises não são de grande importância.
Quando tudo isso passar, quando eu não mais me lembrar
Isso não vai ser nada além de sentimentalismo sem nexo e mais um monte de coisa antiga,
cheia de palavras vazias.



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