Logo você, que há um bom tempo me disse que nada volta a ser como era antes, nunca mais. Enquanto existirem memórias, não haverá um recomeço.
sexta-feira
Sobre você; mais uma vez
Não sei o que esperava disso, não sei o que esperava de você. Só sei que não era assim que eu imaginava. Acho que fiz planos, não consigo me lembrar deles agora, mas sei que existem em algum lugar. Está satisfeito de alguma forma? Porque eu só sinto algo entalado aqui. Nada mais. Tem algo errado com a gente. Algo errado comigo. Não vou dizer que quero chorar, você pode acabar ouvindo. Te ver feliz apenas me desanima, porque o submeto a duas possibilidades; talvez não seja nada além de provocação, ou talvez, apenas eu esteja sofrendo com isso. Já faz um longo tempo, não acha? Hoje poderia significar um fim, ou pelo menos uma trégua. Acho que isso me deixaria feliz. E fico aqui esperando apenas um sinal, um chamado. Qualquer coisa que me diga que me aceitaria de volta. Me desencorajo porque sei que não errei, e se não errei, qual é o problema? Porque ainda estamos assim? É um capricho seu que arranca minh'alma. A noite vem chegando e parece que é só pra mim que as estrelas não vem junto. Me recolho com este som em meu ouvido, algo que induz essas lágrimas a escorrerem. Você se faz tão necessário que me sinto uma criança com toda sua inocência, indo em busca do que lhe faz falta. Queria eu que fosse tão fácil. Odeio me sentir vítima. Mas odeio quando os outros vem dizer a mim que estou errando com você. Você já me deu as costas, apenas eu vejo isso? Já tentei, por muitas vezes; tentei. O faria eternamente se sentisse que valeria a pena, porque te ter aqui sempre foi muito mais importante para mim, do que qualquer outra coisa. Minhas belas lembranças se devem a você, mas estou exausta. Meu corpo dói, minhas pálpebras tremem pelas noites mal dormidas e já não vejo tão bem assim. Perdi o sentido para muitas coisas. Se eu fingir que estou bem lhe incomoda, deveria dizer algo, apenas isso me encorajaria a lhe contar; estou corroendo por dentro. Um terno olhar já não me arranca um sorriso. Eu estou mal, muito mal. O jeito que você usa para me ignorar, fingir que não estou ali. Você não sabe como é tentar te ouvir, tentar fazer com que você me aceite de volta, e receber, em resposta, o mesmo desdém de sempre. Me machuca saber que sou apenas eu que sinto falta do nosso 'nós'. Pessoas em quem confio me dizem para não desanimar, que tudo volta a ficar bem.
Logo você, que há um bom tempo me disse que nada volta a ser como era antes, nunca mais. Enquanto existirem memórias, não haverá um recomeço.
Logo você, que há um bom tempo me disse que nada volta a ser como era antes, nunca mais. Enquanto existirem memórias, não haverá um recomeço.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário