com a mente pesada de incertezas e desafiando qualquer consequência prevista, mas contente, pois têm sido tempos difíceis para quem quer saber onde vai; o destino valoriza o tédio e o mistério, e desafia-lo é um pecado.
Não tenho me posicionado diante de muitas coisas ultimamente; a tendência de evitar certezas me consome há tempos, e é por isso que caminhar sozinha tornou-se um ato de rebeldia à minha essência.
Ainda me sinto vazia de mim e de tudo, mas começo a questionar até onde minha insistência na imparcialidade é saudável. Não escolher lados e viver à base de réplicas e tréplicas sem conclusão é realmente justificável? Ou é só uma saída que criei para não cometer erros?
Tenho acordado me sentindo um pouco mais disposta a deixar a segurança de lado, apostar em decisões feitas sem análises prévias e sair da morbidez fria das perguntas.
Uma grande parte de mim tem certeza de que ter certezas é estupidez, mas esta outra que vos fala, não se importa, e enquanto não encontro a linha que divide o estranho do natural, vou dar ouvidos ao que me trás essa sensação de conforto sob um curioso frio na espinha. Vou dar ouvidos ao caminho traçado; à rota que me tira a paz, que ironicamente, é a rota das certezas.
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